Lavras (22/07/09) – Ocorreu na data de 21 de julho de 2009, no Auditório do 8º Batalhão, mais uma palestra do ciclo de conhecimentos a respeito da vida cotidiana, onde profissionais da área de saúde, educação e cultura têm compartilhado conhecimentos com a guarnição policial de Lavras. Dessa vez estiveram presentes a coordenadora de educação ambiental Terezinha Maria de Souza e sua estagiária Lívia, que ministraram uma palestra sobre a poluição causada pelo lixo.
“Falar de meio Ambiente é falar de conscientização!”, informou a Coordenadora Terezinha de Souza, abrindo a palestra sobre o lixo como uma questão social.
A palestrante seguiu fazendo uma explanação sobre os tipos de lixo, suas fontes geradoras e suas consequencias. O lixo não tratado causa a poluição do solo, puluição da água e dos lenções freáticos, repassando impurezas às plantações e por consequinte causando doenças no ser humano.
Segundo a palestrante, os lixões a céu aberto devem ser trocados paulatinamente por aterros sanitários, uma vez que os aterros controlados apenas disfarçam o lixo exposto e não tratam o solo, já os sanitários, interagem com o solo sendo as porções distribuidas em camadas, possuem vida útil e são meticulosamente projetados.
O sucesso do aterro sanitário depende da implantação de uma política de coleta seletiva de lixo, o que prorroga o período do aterro, uma vez que o volume de lixo diminui com a separação daquilo que pode ser reutilizado.
Quanto a questão da reutilização do lixo, enfocou-se o direcionamento que a mídia tem dado à esta questão nos últimos anos, com ampla adesão dos mais diferentes grupos sociais, em especial as escolas. A conscientização sobre o uso de embalagens, que infestam cada vez mais o meio ambiente e alimentam a correria dos menos abastados que recorrem aos lixões, enquanto os empregos dignos à condição humana na maioria das vezes continua escasso, foi um assunto discutido na palestra, sendo incluídos no tema, a questão social, certos de que na infância, muito se recicla, por pobreza, e isso na maioria das vezes nem é ensinado. A pobreza em si já leva a fazê-lo. O que não o torna motivo de alegria reciclar por isso, pois dá-se na tentativa de amenizar a dor pela falta do essencial para suprir necessidades de alimento e diversão.
Apenas quando se cresce, e em um trabalho que gere consumo (o que é o requisito básico da cidadania), é que pode se descobrir o prazer de reciclar como recurso de arte, criatividade e preservação ambiental. Gerando uma visão muito mais ampla e formidável do que é reciclar com alegria.
A fundação Pró Defesa Ambiental, da qual é Coordenadora, também luta contra a reciclagem como recurso de acomodação, aceitação e adaptação da miséria, informou a palestrante, trabalhando contra a idéia de que uma criança deva comer da casca da batata, por ser mais nutritiva do que a própria batata, com a intenção de fazê-la perceber, com alegria, que a casca da batata de seu vizinho mais abastado, que jamais comeria a casca, pode matar sua fome.
Na ótica do respeito e igualdade social, fundou-se a Associação ACAMAR, ja em funcionamento há 12 anos, cooperativa que resgatou os catadores de lixo, implantou o centro de separação de lixo reutilizável, trabalhando questões do lixo e seu impacto socio-ambiental.
Foram fixados também 50 pontos de entrega voluntária de lixo reciclavel na cidade, instituido a fábrica de vassouras, produzidas a partir de garrafas PET; também foi instituida a Serraria, com a aproveitamento de caixas de madeira de industrias, além de programas de arborização na cidade de Lavras.
Ao final, a palestrante, Terezinha Maria de Souza, juntamente com a estagiária da fundação, Lívia de Castro Gonçalves, receberam os certificados e os agradecimentos das mãos dos militares por tão importante palestra.
POLÍCIA MILITAR, NOSSA PROFISSÃO SUA VIDA!
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL - 6ª RPM